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Risos que dissolvem dúvidas

Qual é a coisa é mais importante para um pai fazer seu filho entender?
A sociedade oferece um vasto elenco direcionando quase sempre aos aspectos de saúde,beleza,dinheiro,sucesso como importantes realizações para a vida.Não é minha intenção discutí-los.Reforço que aqui estou apenas expondo meus pensamentos,idéias e reflexões diante do que vejo e principalmente do que tenho vivído.Um diálogo comigo mesma,procurando interagir com quem quiser também expor o próprio ponto de vista que não precisa e nem deve ser igual ao meu. 
Tornando ao ponto de partida:   
Uma das minhas maiores preocupações como mãe é a dúvida  que tantas vezes tenta dominar meus pensamentos.A dúvida se estou dando realmente o melhor de mim para meus filhos,se tenho feito o bastante para fazê-los felizes agora,se dedico a eles o tempo merecido,se meus 'nãos' estão indo além do devido,mas qual é o limite?Há tanta informação e exemplos positivos de como educar os filhos,a literatura sobre o assunto é muito vasta e até reality shows televisivos com psicólogas,psicopedagogas travestidas de babás inventaram com a finalidade de orientar as famílias com dificuldade na educação dos filhos, porém acredito que cada situação é única,o contexto familiar difere de uma criança para outra e modelos de comportamento são apenas modelos porque o que serve para mim pode não servir para outra pessoa.São exemplos e são válidos,mas devem ser percebídos como tal .Sei que não sou a única a se sentir assim.Escuto muitas vezes a frase...'isso acontece ou acontecia também comigo.'Até que conforta..Dois fatos ocorridos no mesmo dia:
No parque depois do sanduíche  e das frutas que comemos vem a menina dizendo que o irmão está com o 'escapamento furado'. 
-Foi papà quem disse porque é assim que acontece com o dele também.
-Na minha terra isso é conhecido com outro nome disse eu, e haja risadas de volta pra casa.
Antes de dormir fiquei quase zangada com os dois por conta do horário.O pai já tinha contado duas estórias,feito a oração, dado o beijinho de boa noite e fechado a porta do quarto,mas segundos depois:-Mamma,mamma,mammina... e lágrimas nos olhos para atingir em cheio meu coração!Eu disse finalmente:-Parem!Eu amo vocês,mas agora basta e vão dormir porque mamma e papà estão cansados e também precisam repousar! Já não temos mais toda essa energia de vocês!Eis a resposta imediata dela:- Se quiser te dou um pouquinho da minha.Aí não teve como não mudar minha atitude.Prova real desse amor que nos liga profundamente.Momentos como esses que me dizem que as crianças sabem o seu significado muito mais e melhor do que nós adultos.Elas compreendem isto com a simplicidade que a nós pode faltar porque estamos sempre preocupados racionalizando tudo. Nesses momentos de ternura e cumplicidade em que deixamos fugir as regras e nos deitamos os quatro na cama grande fazendo bagunça até que um comece a soluçar de tanto rir e tenhamos mesmo que parar.Coisas pequenas,corriqueiras,como um sorriso e um abraço pego de surpresa sem nenhum motivo específico.A disputa pelo último pedaço da pizza mais gostosa do mundo porque foi feita pelo papà e que no fim um acaba renunciando e dele vai ser o pedaço maior da próxima vez.
Só assim acalmo meu coração e me sinto realmente abençoada porque vejo o amor em ação através de meus filhos.Eu tenho fé e sei que não estou sozinha nessas horas em que quase me sinto vacilar nas minhas próprias convicções.Regras existem para serem cumpridas,mas como pais necessitamos mais do que qualquer pessoa reconhecer os limites de nossa própria tolerância.

Comentários

Mona Lisa disse…
Acho que o mais importante é disciplinar as crianças, com amor.Toda a família tem de ter regras e habituar as crianças a tê-las desde cedo.
Há muitos pais que esquecem que a disciplina na educação é tão importante como o amor.
A autoridade é crucial, mas deve basear-se numa relação continuada de confiança e amor entre pais e filhos.
Claro que a tolerância deve estar presente e ser aplicada em função do temperamento e sensibilidade da criança, pois todas são diferentes.

Beijos.






Edna Lima disse…
Um texto sério e muito bom.
Mas ri muito também.:"escapamento furado" Esta nunca ouvi falar.
Feliz é você , que a filhota tem energia pra te dar.
Os meus sugaram toda minha fonte.
Beijos. Edna.
✿ chica disse…
Bergilde ,como é bom te ler e ver esses fatos lindos de filhos e pais. Há esse elo mágico que não acaba e mesmo estando cansados, por vezes brabos( pois eles nops tiram do sério e não somos santos)eles nos derretem com pequenos gestos ou palavras! Lindo os casos trazidos por ti! beijos,felicidades,SEMPRE! chica
Artes e escritas disse…
Admiro os seus textos e a sua abordagem sob o ponto de vista dos interesses da família! Um abraço, Yayá.
Anne Lieri disse…
Bergilde,tomei a liberdade de copiar para postar no meu blog do Recanto,se não se importar.Te aviso quando postar.Eu me identifiquei muito com seu texto,pois mesmo sendo educadora,tenho só uma filha e no decorrer de sua vida estou sempre me perguntando se estou agindo certo,se estou sendo boa mãe, se estou dando limites,amor e segurança...mil perguntas!Vc sempre toca o dedo na ferida,no bom sentido!Parabens!Bjs e meu carinho,
Bergilde disse…
Obrigada pelo apreço Anne.Esse é só um diário virtual,mas se encontro pessoas como você e todos os amigos que aqui passam e deixam também uma opinião vai além como um aprendizado para mim.
Abraços,
Georgia disse…
Hahahahahha, que menina chantagista essa, rs.

Tudo igual Bergilde. Por aqui eles tb tomam este caminho.

A gente duro em mandá-los para a cama porque sabemos se assim nao for eles nao conseguem se concentrar no dia segunte. Abrimos mao dos horários na sexta e sábado, mas domingo tudo volta ao ritmo normal.

Qto aos medos todos os pais conscientes sofrem deste mal. Mas sabe o que tenho aprendido? É que eles aprendem a obedecer a medida que nao facilitamos, pois aprendem que pai e mae só têm uma resposta.

Tentando pela 4° vez deixar meu comentario, essas letrinhas e números de confirmacao sao uma tortuuuuuuuuuuura, amiga.
Grande beijo
Bergilde disse…
Obrigada Georgia,pela contribuição e também dizer também configuração.Vou ajeitar.
ValériaC disse…
Muito é dito sobre este vasto tema. Mas cada família é uma família.

Sabe querida, cá com meus botões, sempre penso que para vivermos e educarmos precisamos exercitar muito a nossa humildade, em termos a consciência de que tudo o que fazemos num dado momento, é o melhor que sabíamos fazer. Por isso, sigo menos as teorias e sigo muito o meu felling, eu junto os meus conhecimentos aliados ao meu coração... sempre busquei educar com inteligencia,diálogo, colocando limites claros, mas sempre com muito amor.

E então, sempre que ajo assim, sei que estou fazendo o melhor que posso, do jeito que considero "certo" e se um dia mais lá pra frente ver que nem era o mais certo assim, tudo bem, fiz o que sabia e me abro a aprender um pouco mais agora e assim seguimos... vivendo, acertando, errando, aprendendo...

Você está indo muito bem em seu caminho querida, tenho certeza!
Bom final de semana, beijinhos,
Valéria
Querida amiga

Palavras sábias.
Penso que dos pais
deve-se tirar a obrigação
da perfeição,
ou a liberdade plena
do permitir.
Se atinge-se um meio termo,
os filhos aprendem pelo amor.
Todo o resto, resolve-se
com o amadurecimento.

Que haja sempre em ti,
o olhar da alegria.
LUCONI disse…
Menina adorei esta tua postagem como é gostoso ler este relato da convivência entre pais e filhos, quanto amor em teu relato, momentos inesquecíveis que fazem a vida valer muito a pena,obrigada por compartilhar trazendo-me lindas lembranças,beijos Luconi
mfc disse…
Esta atenção às crianças é o nosso maior dever...
Acompanhá-las durante o maior tempo que pudermos... é esse o caminho.
Beijinhos,